Animais de poder: Borboleta

O nosso correspondente, Roberto Marttini, terapeuta Xamã traz nessa edição de mistérios de Órunmilá a segunda matéria da série: Animais de poder.

 

Para poder usar o poder de cura da Borboleta você precisa observar cuidadosamente sua própria posição no ciclo de autotransformação, pois assim como a Borboleta, você está sempre passando por alguma etapa em suas atividades da vida. Você pode, por exemplo, estar no estágio do ovo, que simboliza o começo de todas as coisas. É o estágio no qual as ideias nascem, mas ainda estão longe de se materializar. Já o estágio da larva é o ponto no qual você decide inserir esta ideia no mundo físico que o cerca. O estágio do casulo significa o movimento de “ir para dentro”, desenvolvendo algum projeto, alguma ideia ou, ainda, determinado aspecto de sua personalidade. O estágio final da transformação é o abandono da crisálida, a etapa do renascimento. Este último passo – o da Borboleta esvoaçando – significa que agora você já está em condições de compartilhar as cores e a alegria de sua criação com as outras pessoas.
Pessoas que se encontram nas posições influenciadas pelo Clã da Borboleta parecem ser tão ágeis e rápidas quanto o ar. Frequentemente são graciosas e quase sempre vigorosas resplandecentes e flutuantes. Pessoas sob a influência do Clã da Borboleta tender a ser levianas, idealistas e visionárias. São pessoas que buscam a evolução para si próprias, para as espécies, para o planeta. São extremamente adaptáveis e ajustáveis. Gostam da sensação de ser livre.
Como o vento toca muitos, assim o povo do Clã da Borboleta é largamente comunicativo e são pessoas que gostam da ideia de servir. Contudo, eles devem se cuidar para não se auto servirem, pensando que estão servindo os outros. Elas podem ser tão “mentes abertas” que chegam a enfurecer os outros. Algumas vezes, essa mente aberta parece mais uma total indecisão.
Segundo os xamãs, a borboleta traz bons presságios além de notícias de boas novas.
As superstições acompanham as borboletas pretas desde a antiguidade. Para os egípcios, quando alguém morria o seu espírito abandonava o corpo em forma de uma borboleta preta. Na Europa, ainda nos dias atuais, muitas pessoas acreditam que a borboleta preta seja a alma de uma criança que morreu sem receber o batismo. Para os povos nórdicos, as bruxas se transformam em borboletas pretas.

Colaborador: Roberto Marttini

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